LITERATURA
Livros do escritor
PAULO CÉZAR DA PAZ
Paulo Cézar da Paz nasceu em Viçosa, zona da mata de Minas Gerais, em 31 de julho de 1950, filho de Sebastião da Paz (marceneiro) e de Dalila Pereira (dona de casa), tendo se mudado, ainda criança, para a zona metalúrgica mineira (Barão de Cocais), onde residiu até o fim de sua adolescência. Estudou durante dois anos (1965/1966) no extinto colégio religioso do Caraça, regressando, em fevereiro de 1969, para sua terra natal, onde ingressou na construção civil como operário, primeiro como servente, depois, como pintor de paredes. Tendo sido alfabetizado muito cedo e sendo, desde a infância, apreciador de livros e leitor contumaz, mesmo trabalhando num meio um tanto refratário à palavra escrita, o autor persistiu com seus hábitos de leitura, o que o levou a ingressar na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em março de 1976, para cursar engenharia florestal, curso que abandonou em maio de 1982, tendo se transferido, no princípio do ano seguinte, para o curso de letras. Terminou letras em dezembro de 1986. Durante sua estada no Caraça, o autor teve desenvolvida e orientada sua paixão pelos livros, pela literatura, o que o levou a adquirir o hábito da observação, de treinar a escrita, de pesquisar os estilos e o vocabulário dos muitos escritores que ia conhecendo (alguns clássicos e outros nem tanto), além de observar seus processos de criação. Tendo seguido estes ensinamentos, e desejando desde jovem produzir textos literários, o autor escreveu uma série denominada “JORNADA”, composta de uma novela e quatro romances, de cunho autobiográfico, que começa a publicar de forma independente, na qual descreve, entre outras coisas, suas observações e experiências pessoais como operário e com os operários da construção civil: as labutas, a discriminação, os preconceitos, normalmente enfrentados em todos os lugares e em todas as ocasiões, e as conseqüências nefastas destes procedimentos sobre seu comportamento, e alguns dos meios de que eles lançam mão para tentar se safar destes problemas, ou, em casos extremos, como estes procedimentos podem contribuir para levar os operários para o buraco. Em suas andanças por obras e ambientes freqüentados por operários, e por meio de sua convivência com eles, o autor chegou a conclusões surpreendentes sobre a origem dos conflitos que afetam não só as suas vidas, mas, as de quase todas as pessoas de baixa condição social. Os cinco títulos da série são: A NOITE UNÂNIME (novela), e os romances HOMENS TRABALHANDO, HISTÓRIAS DE NINGUÉM, ENCONTROS NA GARAGEM, A RELVA NO CAMPO, sendo que os três primeiros se referem, de forma romanceada, especificamente aos ambientes de obras e ao comportamento das classes baixas, e os dois últimos descrevem, numa mistura de realidade e ficção, a história do autor como aluno de universidade (ambiente onde não faltam arrogância, mesquinharia, vaidade, preconceito, corrupção, e picaretagem), enfatizando, principalmente, o estranhamento por ele sentido quando de sua entrada num meio social totalmente oposto ao qual ele estava habituado, ou seja, o meio de intelectuais (ou pessoas que cismam que o são), professores e doutores, além de ter como colegas pessoas na maior parte oriundas de outro extrato social, geralmente ricas ou de classe média, e quase sempre brancas. A série pode ser lida separadamente, sem prejuízo da compreensão da trama. O autor tem produzido, também, contos, tendo publicado, também de forma independente, RUAS TORTAS, cuja temática dominante é, do mesmo modo, o universo da construção civil. Além de operário e escritor, Paulo Cézar é, também, eventualmente, professor particular e tradutor inglês-português/português-inglês. Se desejar adquirir algum (ou alguns) de seus livros, ou desejar agendar uma palestra para ouvir o autor discorrer a respeito de suas experiências de vida, envie e-mail para pcppaz@bol.com.br, ou, pcezarpaz@gmail.com. Visite o meu blog: http://pcezarpaz.blogspot.com; se gostar de ler em inglês, acesse: http://wrystreets.blogspot.com.
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